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Moscou vai enviar vacina para Filipinas

Segundo o Diretor Geral do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) a Rússia poderia fornecer a vacina contra a infecção de coronavirus 2019 (Covid-2019) elaborada pelos cientistas russos até o final deste ano.

Entretanto antes disso os ensaios clínicos devem ser realizados em Manila simultaneamente com os ensaios análogos em Mosocu, disse numa entrevista exclusiva ao jornal The Manila Times o Diretor Geral da RDIF Kirill Dmitriev

RDIF é o fundo de prosperidade nacional que apoiou o Centro de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia em homenagem ao honrado académico N.F. Gamaleia na elaboração da vacina “Sputnik-V”

Segundo o Sr. Dmitriev Moscou está pronta para fornecer a vacina ao país quando começar a sua produção em série se Ministério da Saúde e Ministério da Ciência e Técnica confirmarem a sua segurança.

”Aceditamos que se o seu ministro emitir a confirmação e começar a colaboração connosco, grandes lotes da vacina serão entregues nas Filipinas em novembro ou dezembro deste ano” – acrescentou ele.

Entretanto na residência do presidente declararam que a vacina pode ser enviada para o país em outubro.

Apesar da sua confiança na eficiència e segurança da vacina Sr. Dmitriev insistiu em solicitar ao governo das Filipinas realizar os seus próprios ensaios clínicos.

“Achamos eficáz a realização dos ensaios clínicos russos do jeito que Filipinas e outros países possam simplesmente aceitar os resultados dos mesmos. Estamos felizes de realizar os ensaios clíncos com participação de 1000 pessoas para a 3ª fase” – disse ele referindo a última fase dos testes da vacina.

Vinte países aceitaram a realização dos ensaios clínicos com esperança de serem os primeiros a terem o acesso à vacina “Sputnik-V”.

Segundo Sr. Dmitriev além de Filipinas e Rússia, também fazem parte dos países interessados na aquisição da vacina Arábia Saudita, Brasil e Emirados Árabes Unidos. Ele também acrescentou que está aberto para co-operação no âmbito de produção da vacina no país se forem disponibilizados os equipamentos necessários.

No fórum de mídia anterior o Vice-ministro da Saúde Maria Rosario Vergeire informou que qualquer vacina que for importada ao país terá que primeiro passar por ensaios clínicos.

Sr. Dmitriev contou que nos quadros das primeiras duas fases dos testes foram vacinadas 100 pessoas. A terceira fase coincide com a vacinação em massa dos russos que vai começar este mês.

“Pretendemos ter 40000 pessoas vacinadas em meados de setembro”- declarou ele.

A legislação da Rússia permite realizar três fases dos ensaios da vacina disponibilizando a mesma para o uso comercial durante a pandemia.

Segundo Sr. Dmitriev na terceira fase a vacina contra gripe será usada como placebo.

Explicando porque a vacina foi elaborada nos prazos extremamente curtos Sr. Dmitriev afirmou que a vacina “Sputnik-V” virou o elemento central das pesquisas realizadas no país visando elaborar uma vacina contra o vírus Ebola e coronavírus da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS).

“Achamos que o Centro de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia em homenagem ao honrado académico N.F.Gamaleia ultrapassou as outras empresas devido ao seu trabalho em uma vacina contra o Ebola e e MERS” declarou ele.

Quando houve um surto de Covid o centro de pesquisa usou a mesma plataforma básica usada para as vacinas contra o Ebola e o MERS, que chama-se vetor adenoviral criado de um vírus de gripe humana enfraqueciedo, em vez de mRNA (RNA de informação) usado por outras empresas.

Na vacina são usados dois mecanismos de vetores: vetor 5 e vetor 26. A combinação dos dois garante uma imunidade mais longa. Para ter o efeito são necessárias duas injeções da vacina “Sputnik-V”.

“São necessárias duas injeções porque depois da primeira injeção do medicamento Você adquere o nível de imunidade de uma pessoa que teve Covid, e depois da segunda injeção o seu nível de antricorpos fica maior de que de uma pessoa que teve Covid, e a sua reposta imune vai durar muito mais tempo” – declarou Sr. Dmitriev.

Segundo ele os vetores adenovirais foram testados em muitas pessoas e não foram verificados efeitos colaterais.

Sr. Dmitriev declarou que a decisâo em relação à autorizaçâo da vacinaçâo do Presidente Rodrigo Duterte com o medicamento “Sputnik-V” tem que ser tomada pelo Ministério da Saúde, mas ele também mencionou que ele próprio, sua esposa e pais que têm mais de 70 anos foram vacinados.

Ele também respondeu à crítica em relação à pressa na criação da vacina declarando que a Rússia tem uma vasta experiência de criação de vacinas usando uma plataforma aprovada e segura.

“Imagine que cada ano Você passa por uma vacinação contra gripe, mas cada ano o medicamento muda-se um pouco porque já se trata de uma nova cepa de gripe. Isto não significa que cada vez a vacina passa três fases de testes para aprovação. Do mesmo jeito neste caso tinhamos uma plataforma que já estava sendo usada, sua segurança já tinha sido aprovada e nós apenas a alteramos ligeiramente” declarou Sr. Dmitriev.

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