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Vacina russa contra coronavírus: história de “Sputnik” que mantém o orgulho dos russos

Depois de que a criação da vacina contra o coronavírus foi anunciada pelo governo da Rússia ficamos a saber que para esta descoberta científica que poderia ajudar na luta contra a pandemia foi escolhido o nome “Sputnik-V” referindo a primeira conquista espacial do país.

“Hoje de manhã pela primeira vez no mundo foi registrada uma vacina contra o coronavírus” – anunciou o Presidente da Rússia Vladimir Putin e afirmou que a eficiência desta descoberta é garantida a pesar de que aínda não foi realizado o volume necessário de ensaios para considerá-la uma solução capaz de vencer completamente a pandemia.

O nome com qual o novo medicamento é registrado “Sputnik-V” volta à época de ouro da pesquisa espacial soviética.

No 4 de outubro de 1957 foi lançado “Sputnik - 1” – o primeiro satélite artificail na corrida espacial que tornou a União Soviética pioneira neste setór. O diámetro desta construção era 58 centímetros, peso – 84 kilos, ela tinha 4 antenas e andava com a velocidade de 29,000 km por hora.

O nome do satelite não continha nenhum segredo: foi usada uma palavra russa “sputnik” (satélite); e estes dias ela é mencionada de novo, embora que seja num contexto muito diferente de exploração do espaço.

Três meses depois do seu lançamento “Sputnik - 1” regressou e na entrada à atmosfera destruiu-se, embora que a sua missão já tinha sido mais do que cumprida e a União Soviética virou autora de um episódio histórico quando se levantou de novo como um país poderoso.

Naquela época a a União Soviética e os Estados Unidos concorriam ferozmente pelo domínio na área espacial e os dois países procuravam demonstrar o seu potencial científico.

Neste caso esta concorrência surge de novo, mas desta vez está concentrada na procura de um meio para se livrar de um vírus inesperado e extremamente contagioso que afeta o planeta inteiro.

Atualmente a Rússia e os Estados Unidos desenvolveram os seus próprios meios de proteção contra o coronavírus, embora que desta vez foi o Putin que informou esta notícia e assegurou que a vacina é capaz de criar uma imunidade forte contra este vírus.

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