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“Vacina Russa contra COVID-19 pode aparecer nas Filipinas já em novembro”

MANILA, Filipinas – Vacina russa, que está sendo elaborada contra a infecção de coronavírus de 2019 (COVID-19) pode virar acessível nas Filipinas já em novembro de 2020 informou o Chefe do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) que está financiando o projeto de elaboração da vacina.

“Acreditamos que podemos começar os testes clínicos já em agosto ou talvéz mesmo no início de setembro e achamos que no caso de uma forte co-operação com seu regulador, com seu Ministro da Saúde, vamos poder de facto provideciar a presença da vacina nas Filipinas já em novembro ou no início de dezembro de 2020” - declarou o Diretor Geral da RDIF Kirill Dmitriev numa entrevista ao canal de notícias ABS-CBN, que foi ao ar na sexta-feira.

“Estamos agora trabalhando na produção de vacinas não somente na Rússia mas também em cinco outros países e nós realmente queremos tornar a vacina acessível para muitos países no final de novembro ou início de dezembro”- acrescentou ele.

Segundo Sr.Dmitriev os desenvolvedores da vacina Russa contra coronavírus “Sputnik-V”contam com participação de em torno de 1000 filipinos na 3ª fase dos testes clínicos.

Ele informou que a Rússia também assinou acordos de realização dos ensaios clínicos com os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Brasil.

Sr. Dmitriev afirmou que apesar dos receios da parte da comunidade científica a vacina é segura.

“A nossa vacina é baseada na plataforma aprovada que chama-se vetor adenoviral humano que tem sido estudada na Rússia nos últimos seis anos. Foi testada em milhares de pessoas” – declarou ele.

“Sinceramente a Rússia tinha um início muito importante porque já tinhamos a vacina contra o Ebola baseada nos mesmos princíóps que foi registrada e agora estamos trabalhando na vacina contra MERS (Síndrome Respiratória de Oriente Médio) e ao mesmo tempo verificamos que o coronavírus é muito próximo ao MERS. É verdade que estamos usando um mecanismo de entrega muito seguro e muito diferente das outras vacinas” – acrescentou ele.

Ántes o Presidente da Rússia Vladimir Putin declarou que a Rússia é o primeiro país que registrou uma vacina contra COVID-19 embora que ela aínda tenha que passar a fase final dos testes clínicos para verificação da sua segurança e eficiência

Sr. Dmitriev acrescentou que segundo os dados científicos os 100% dos participantes da 1ª e 2ª fases dos testes clínicos desenvolveram “uma imunidade muito forte”.

Além disso durante as pesquisas iniciais não foram verificados nenhuns efeitos colaterais significantes.

Em relação à preocupação da sociedade internacional com a segurança da vacina ele mencionou que a Rússia poderia ficar com a vacina só para uso interno mas não fez isso.

“Vocês deveriam entender que a Rússia poderia ficar com todas estas vacinas para o uso interno. Poderiamos vacinar o nosso povo porque sabemos que ela funciona. Poderiamos simplesmente ultrapassar os outros países economicamente. Em vez disso estamos partilhando, talvez um pouco cedo, o facto que a nossa vacina é eficiente e segura” – referiu ele.

Ele também disse que seria “absolutamente antiético” da parte da Rússia não partilhar a vacina com os outros países tendo em conta que a tecnologia Russa usada para a criação da vacina “provou a sua segurança”.

“Queriamos que as pessoas estivessem seguras. Queriamos que as pessoas nas Filipinas estivessem seguras” disse Sr. Dmitirev mencionando que eles “não estão impondo a vacina para ninguém”.

Neste momento os desenvolvedores Russos já receberam os pedidos do exterior para um bilhão de doses da vacina aínda antes da sua implementação ao nível internacional.

Entretanto Sr. Dmitriev mencionou que a vacina “Sputnik-V” não será a única vacina contra o COVID-19.

“Para o mundo é importante ter muitas vacinas. É importante que a questão de vacinas não se torne uma questão política. Nos queremos muitas vacinas e queremos co-operação positiva no âmbito de vacinas” – disse ele.

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